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Linha do tempo

A gestão do IBGE, na ordem em que foi publicada

São 86 registros públicos, de 12 de julho de 2024 a 4 de novembro de 2026.

Comentar na discussão

1

"Como tudo o mais neste plano físico, a atual gestão do IBGE também passará – inebriada pela vaidade de parecer o que está longe de ser, pela estridência de suas ações midiáticas, e pela desmedida ânsia de protagonismo. Os seus espécimes exóticos retornarão, então, ao ecossistema do qual emergiram em busca de holofotes, enquanto o corpo técnico do IBGE continuará produzindo e divulgando informações estatísticas e geocientíficas alinhadas, como sempre, aos mais sólidos princípios e metodologias internacionais."

2

Registro em cartório do IBGE+

A direção do IBGE registrou a fundação de apoio em 12 DE JULHO e anunciou internamente apenas em SETEMBRO, sem a realização de um amplo debate ou a devida transparência. Conforme o estatuto obtido, a fundação será gerida por diretores e conselheiros indicados, a maioria sem exigência de vínculo com o IBGE, além de prever cargos remunerados de livre nomeação e contratações CLTistas e temporárias com base na Lei 8.745, o que tem gerado questionamentos. Seu financiamento será proveniente de parcerias públicas e privadas, e suas atividades incluirão ensino, pesquisa e a gestão do Museu do IBGE. A ASSIBGE alerta para os riscos associados e a falta de uma avaliação detalhada sobre o impacto da iniciativa, e já enviou questionamentos à direção.

3

Mudança do Programa de Gestão e Desempenho (PGD)

Em 22 de agosto, foi implementada uma mudança no Programa de Gestão e Desempenho (PGD), sem transparência e diálogo com os servidores, ampliando a insatisfação interna.

4

ABAIXO-ASSINADO de mais de 1000 servidores do Brasil inteiro sobre PGD

Após anos de sucesso com o modelo, incluindo alta avaliação da qualidade das entregas e economia significativa, a Portaria IBGE Nº 1023, de agosto de 2024, determinou o fim do teletrabalho integral. A medida foi criticada por desconsiderar os ganhos comprovados e por contrariar princípios de gestão moderna e eficiente. Os servidores reivindicam a manutenção do teletrabalho como opção e a revogação das mudanças impostas. As demandas apresentadas incluem: I - Revogação imediata da Portaria IBGE Nº 1023, de 22 de agosto de 2024; II - Garantia da manutenção do PGD com a modalidade de teletrabalho integral disponível, sempre que houver compatibilidade com a natureza das atividades exercidas pelo servidor; III - Formação, até 20/09/2024, de um comitê permanente para discussão do teletrabalho no IBGE, composto por representantes da direção, do sindicato e de servidores do movimento pró-teletrabalho integral. O comitê deverá atuar com transparência, com divulgação de atas e agenda de reuniões, que deverão ser gravadas e disponibilizadas na Intranet.

5

Falta de Respostas e Diálogo com o Sindicato

A ASSIBGE, sindicato que representa os trabalhadores do IBGE, solicitou reuniões nos dias 23 e 29 de agosto para tratar de temas urgentes, incluindo o reajuste para os trabalhadores temporários. No entanto, até 6 de setembro, nenhuma resposta havia sido dada pela presidência. A postura do presidente do IBGE foi duramente criticada por sua indiferença às demandas dos servidores.

6

IBGE+ e Criação de Fundação Privada

Um dos pontos mais controversos da gestão foi a criação da IBGE+, uma fundação de apoio de direito privado. A iniciativa foi anunciada dois meses após sua criação, sem consulta ou esclarecimentos ao sindicato e à categoria. Em 13 de setembro, a ASSIBGE solicitou explicações sobre a fundação mencionada. Dias depois, o estatuto da fundação foi divulgado, revelando aspectos que aumentaram a desconfiança e os questionamentos sobre o impacto na autonomia e na gestão do IBGE.

7

Postura de Confronto com o Sindicato

A presidência recusou reuniões solicitadas pela ASSIBGE para debater questões urgentes, como ocorreu em 10 de setembro. A proposta da presidência de realizar uma reunião exclusivamente sobre o IBGE+, sem incluir outros temas importantes, foi rejeitada pelo sindicato. Apenas em 25 de setembro, Pochmann aceitou se reunir com a ASSIBGE para debater todos os temas propostos, mas agendou o encontro para o mesmo dia em que já estava marcado um ato de protesto, o que foi interpretado como uma tentativa de enfraquecer a mobilização. Apesar do ato, a ASSIBGE participou da reunião, da qual o presidente Márcio Pochmann não compareceu.

8

Assembleia sobre fundação de apoio, PGD e Mudança para o Horto

Todos os servidores foram convocados a participar da assembleia para debater as principais pautas que estão impactando o trabalho dos servidores e à instituição. Pauta: I - Fundação IBGE+ e a mudança do Estatuto do IBGE; II - Reajuste dos servidores temporários; III - Cronograma e implicações da mudança do Complexo Chile; IV - Início do Regime Híbrido. Decisões tomadas pelo Complexo Chile: I - Paralisação de 24 horas no dia 15 de outubro; II - Realização de ato na porta do IBGE, na Av. República do Chile, 500.

9

Transferência para o Prédio do Horto

Em outubro, a ASSIBGE solicitou explicações sobre a transferência de servidores para o prédio do Serpro, no Horto. A falta de planejamento e de diálogo foi novamente criticada, evidenciando problemas na condução de mudanças estruturais e logísticas dentro da instituição.

10

Tensões Trabalhistas e Mobilizações

A atual gestão tem sido marcada por greves e paralisações, que refletem o crescente descontentamento dos servidores com a condução administrativa do IBGE e a incapacidade da presidência de resolver os conflitos.

11

Assembleia sobre fundação de apoio, PGD e Mudança para o Horto

Assembleia Híbrida do Núcleo Chile Pauta: I - Não ao Horto Florestal! II - Não à Fundação Privada IBGE+! Deliberações da Assembleia Híbrida do Núcleo Chile: I - Rejeição ao evento de 21/10 em Parada de Lucas, convocado pela direção. O Complexo Chile decidiu não comparecer. II - Realização de ato no dia 25/10, na Casa Brasil, às 10h, durante a divulgação do Censo. III - Declaração de Estado de Greve a partir de 31/10, com paralisação de 24 horas no mesmo dia. Recomendou-se que nenhum servidor realize login, seja no trabalho presencial, híbrido ou remoto. IV - Realização de ato no dia 31/10. V - Envio de ofício ao IBGE exigindo o direito de resposta nas páginas da intranet, para que os servidores possam se posicionar contra informações que não condizem com a realidade. VI - Formação de Comissões: Reunião com Centrais Sindicais; Reunião com o Ministro Lupi (visita ao prédio do INSS); Conversas com os núcleos das SES. Outras decisões: Moção de apoio à companheira Bianca de São Paulo. Solicitação à Executiva Nacional para requerer uma DN extraordinária.

12

Presidente ataca servidora em SP

No dia 17 de outubro, o presidente teve uma reunião secreta com centrais sindicais na SES/SP, sem convidar o sindicato dos trabalhadores do IBGE. O Núcleo SP do ASSIBGE soube dessa reunião na tarde do dia 16 de outubro, reuniu companheiros às pressas e percorreu os andares conversando com os trabalhadores presentes. Durante o protesto, o presidente abordou os colegas que estavam participando e foi questionado por uma companheira sobre as mudanças feitas no IBGE e a falta de diálogo com o sindicato. Ele se isentou da decisão sobre o PGD, afirmando que havia deixado essa questão sob responsabilidade dos superintendentes. Também declarou que conduz uma gestão participativa, mas afirmou que não se reuniria com o sindicato, alegando que este não deveria interferir nos assuntos da gestão. A companheira, então, mencionou o caso do IBGE e as semelhanças com os estatutos da Fundação Saúde do Rio de Janeiro, que esteve envolvida no escândalo dos transplantes de órgãos contaminados. O presidente reagiu de forma brusca, afirmando que a colega estava desrespeitando o trabalho do procurador do IBGE e acusando-a de adotar um discurso de oposição extremista e de colaborar com a extrema direita. Em seguida, deu as costas e saiu sem qualquer cortesia.

13

Sindicado aponta que o estatuto da IBGE+ foi copiado da Fundação Saúde, foco de escândalo

A recém-criada Fundação IBGE+ tem sido criticada por sua elaboração apressada e falta de diálogo com os servidores, resultando em um estatuto com trechos mal formulados e aparentes adaptações de outros documentos, como o Estatuto da Fundação Saúde, marcado por escândalos e ineficácia. A ausência de debate técnico e a repetição de práticas fracassadas geram riscos para a credibilidade do IBGE, com implicações graves. A ASSIBGE-SN destaca esses problemas e conclama os servidores à resistência contra o modelo adotado.

14

Ato Casa Brasil durante a divulgação do Censo

Participamos da apresentação ao vivo do Censo Demográfico 2022: Composição Domiciliar e Óbitos Informados – Resultados do Universo, realizada na Casa Brasil, reforçando nossa resistência contra o desmonte do IBGE e a criação da Fundação IBGE+. O Complexo Chile esteve presente em mais uma mobilização, reafirmando nosso compromisso com a defesa de um IBGE forte, transparente e respeitoso com seus servidores e a população brasileira. Não podemos aceitar decisões autoritárias e a falta de diálogo que têm comprometido nossa instituição.

15

Reuniões em Datas Conflitantes

Representantes da Executiva Nacional da ASSIBGE-SN e do Núcleo Sindical de Base da ASSIBGE/Chile reuniram-se com integrantes da direção do IBGE para discutir os motivos e as alternativas relacionadas à transferência dos trabalhadores para o prédio do SERPRO, localizado no bairro do Horto. O presidente do IBGE, que estava em viagem internacional, não participou do encontro, nem mesmo de forma remota. A direção foi representada por Flávia Vinhaes, diretora-executiva; Bruno de Vizia, coordenador de comunicação social; Carlos Alberto, procurador; Walid Damous, membro do conselho curador da IBGE+; e Denis Maracci, assessor do presidente, que participou remotamente. O presidente Márcio Pochmann não estava presente na reunião. A reunião ocorreu após diversas tentativas do sindicato de agendar um encontro presencial com a direção do órgão para tratar das pautas acumuladas nos últimos meses, como a Fundação IBGE+, o teletrabalho, a transferência para o Horto, o Estatuto do IBGE, o reajuste das SCQs e as questões não remuneratórias dos trabalhadores temporários.

16

Tensões Trabalhistas e Mobilizações

A gestão de Pochmann tem sido marcada por greves e paralisações, incluindo uma paralisação de 24 horas no dia 31 de outubro. Essas ações refletem o crescente descontentamento dos servidores com a condução administrativa do IBGE e a incapacidade da presidência de resolver os conflitos.

17

Assembleia pauta única: GREVE

Os servidores do Complexo Chile deliberaram por paralisação nos dias 25, 26, 27, 28 e 29 de novembro de 2024 de suas atividades.

18

Tensões Trabalhistas e Mobilizações

A gestão de Pochmann tem sido marcada por greves e paralisações, incluindo uma paralisação de cinco dias, ocorrida de 25 a 29 de novembro, acompanhada de atos públicos. Essas ações refletem o crescente descontentamento dos servidores com a condução administrativa do IBGE e a incapacidade da presidência de resolver os conflitos.

19

Reuniões em Datas Conflitantes

Novamente, a atual gestão marcou uma reunião em horário conflitante com outra iniciativa do sindicato. Em 10 de dezembro, o encontro foi agendado no mesmo horário de uma audiência pública no Congresso Federal para tratar sobre o IBGE+. A sobreposição foi interpretada, mais uma vez, como uma tentativa de desviar a atenção do evento e minar a participação dos representantes sindicais.

20

Em reunião direção não aponta mudança de postura

Na reunião da direção com o sindicato, realizada no dia 10 de dezembro, o sindicato registrou que houve descontos nos contracheques de servidores que participaram das paralisações de outubro. A criação da Fundação IBGE+ foi reafirmada pela direção, que rejeitou suspender seu funcionamento, apesar das críticas do sindicato sobre os riscos à autonomia do órgão. Quanto à reformulação do Estatuto, a direção destacou a existência de mecanismos internos para debate, mas o sindicato defendeu a realização de um Congresso Institucional mais inclusivo. Por fim, a direção manteve sua decisão de transferir a sede para o Horto, sem fornecer maiores detalhes sobre os custos. O presidente Márcio Pochmann não estava presente na reunião.

21

Audiência publica sobre IBGE+

O deputado Glauber Braga (PSOL) presidiu a audiência pública que discutiu a criação do programa IBGE+. Com a presença das deputadas Sâmia Bomfim (PSOL) e Erika Kokay (PT), os parlamentares foram enfáticos e unânimes ao pedir que o presidente do IBGE, Márcio Pochmann, desista da implementação do projeto. Durante a audiência, destacou-se que a iniciativa pode ser interpretada como uma tentativa de contornar o teto de gastos do governo federal. Na audiência pública da Comissão de Legislação Participativa, foi debatida a criação da Fundação Pública de Direito Privado denominada 'IBGE+'.Os participantes expressaram preocupações significativas quanto à legalidade e ao impacto da medida. Destacaram-se críticas à ausência de diálogo com os servidores do IBGE e ao risco de privatização das funções do órgão, essenciais para a soberania estatística e o planejamento nacional. Representantes dos trabalhadores alertaram sobre possíveis impactos na credibilidade do IBGE e questionaram a adequação do modelo de fundação para atender às demandas do órgão, enfatizando que a solução para os desafios do IBGE deve passar pelo fortalecimento institucional e orçamentário, e não por estruturas paralelas sujeitas a interesses privados. Os encaminhamentos incluem um apelo formal ao presidente do IBGE para reconsiderar a criação da fundação, um requerimento de informações detalhadas sobre o processo e a solicitação de uma audiência conjunta com representantes do Ministério do Planejamento. Os debatedores reforçaram que o IBGE deve permanecer como uma instituição pública de Estado, protegida de influências privadas, para garantir dados confiáveis e imparciais, fundamentais para a formulação de políticas públicas e a credibilidade internacional do Brasil. O presidente Márcio Pochmann, no entanto, não compareceu à sessão.

22

AUDTCU: Fundação IBGE+: Autonomia do IBGE em Risco

A proposta de criação da Fundação IBGE+, uma fundação pública de direito privado vinculada ao IBGE, tem gerado intenso debate e enfrenta forte oposição. A Associação dos Trabalhadores do IBGE (AssIBGE) e especialistas alertam para os riscos à autonomia do instituto e à qualidade das informações produzidas, temendo a influência de interesses privados. A ex-presidente do IBGE, Wasmália Bivar, criticou a iniciativa, afirmando que ela 'tem tudo para tornar o IBGE menor' e questionando sua necessidade e os possíveis impactos negativos. Segundo Lucieni Pereira, presidente da AudTCU, a Fundação IBGE+ seria uma fundação de apoio, uma entidade privada que não integra a administração pública federal, com atuação limitada ao suporte às atividades acadêmicas da Escola Nacional de Ciências Estatísticas (ENCE), conforme decisões do TCU e do STF sobre fundações de apoio vinculadas ao Ministério da Educação. Contudo, Lucieni também destacou os riscos de uma entidade privada realizar atividades finalísticas do IBGE em um sistema paralelo ao orçamento público, contextualizando a motivação para a criação da fundação como uma alternativa ao teto de gastos e às regras da Lei de Responsabilidade Fiscal, conforme reconhecido pelo próprio procurador federal na abertura da audiência.

23

Direção do IBGE quer expulsar sindicato dos trabalhadores de dentro do órgão

Em 16 de dezembro, a ASSIBGE teve acesso a um despacho do procurador Carlos Alberto Pires de Carvalho Albuquerque Junior, no qual ele questionava quanto o Núcleo Chile da ASSIBGE pagava pelo aluguel do espaço que ocupa no prédio da Avenida Chile, 500. A situação causou grande espanto, pois a imensa maioria dos núcleos sindicais tem sede dentro das próprias unidades do IBGE em todo o Brasil. Em todas as gestões passadas, nunca houve questionamento sobre esse fato. Isso demonstra que as antigas direções, apesar dos conflitos naturais do percurso, reconheciam a representação sindical dentro do IBGE como uma forma legítima de democracia na Instituição.

24

AudTCU publica nota Pública sobre a Participação do TCU na Criação da Fundação IBGE+

A Associação da Auditoria do Tribunal de Contas da União (AudTCU) manifestou preocupação com as declarações do Procurador Federal do IBGE em audiência pública sobre a criação da Fundação IBGE+, sugerindo 'conversas prévias' com o TCU. A entidade esclarece que tais afirmações são infelizes e requerem retratação pública, pois podem gerar a impressão equivocada de que o TCU teria endossado práticas contrárias às regras do Teto de Gastos e à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A AudTCU destaca que a criação da fundação, com feição de entidade privada e sem autorização legislativa, possui implicações fiscais e jurídicas significativas. Além disso, alerta que o TCU, como guardião da responsabilidade fiscal e da sustentabilidade das contas públicas, jamais poderia avalizar medidas que contrariem a Constituição Federal, defendendo a necessidade de retratação pública para proteger sua imagem e credibilidade.

25

Parlamentar requer Moção de Apoio aos servidores do IBGE na luta contra a Fundação IBGE+

Foi aprovado, na quarta-feira (11), no âmbito da Comissão de Legislação Participativa (CLP) de autoria da Deputada Sâmia Bomfim (PSOL/SP), o REQ 199/2024, que requer aprovação de Moção de Apoio aos servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que se manifestaram contrários à criação de uma Fundação Pública de Direito Privado no âmbito do Instituto.

26

Parlamentar solicita informações ao MPO acerca da criação da Fundação Pública de Direito Privado IBGE+

Como desdobramento da Audiência Pública realizada na última semana, que questionou os impactos da criação da Fundação IBGE +, a Deputada Sâmia Bomfim (PSOL/SP) apresentou o RIC 4595/2024, que solicita a Ministra de Estado do Planejamento e Orçamento, informações acerca da criação da Fundação Pública de Direito Privado IBGE+.

27

Diretora e adjunto da DPE entregam cargos

A crise interna no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que se desenrola desde setembro, resultou na substituição da diretoria de pesquisas. A diretora Elizabeth Belo Hypolito e seu adjunto, João Hallak Neto, pediram exoneração após divergências com a gestão do presidente Márcio Pochmann. A crise está relacionada à criação da Fundação IBGE+ sem ampla comunicação prévia, ao deslocamento de servidores para um prédio de difícil acesso.

28

Sindicato publica carta de apoio aos diretores e aponta desgaste com a gestão Pochmann

A diretora e o adjunto da Diretoria de Pesquisas (DPE) do IBGE pediram exoneração devido ao desgaste com a gestão de Márcio Pochmann, caracterizada por decisões unilaterais, falta de diálogo e desrespeito às competências dos diretores. Entre as motivações estão a criação polêmica da Fundação IBGE+, sem planejamento ou consulta técnica adequada, e a mudança para o prédio no Horto, que aumentaria os custos e o tempo de deslocamento dos servidores. O sindicato expressou apoio à decisão, destacando a necessidade de respeito aos processos decisórios para preservar o ambiente de trabalho e a credibilidade da instituição

30

ASSIBGE-SN publica carta à Sociedade Brasileira e à Comunidade Científica

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras do IBGE (ASSIBGE-SN) publicou carta sobre ameaças à soberania geoestatística brasileira causadas por decisões recentes da direção do IBGE, como a criação de uma fundação privada para gerir a inovação tecnológica, sem consulta aos técnicos, à comunidade científica e à sociedade civil. Essa medida abre precedentes para a interferência de interesses privados no sistema geoestatístico nacional, comprometendo o papel estratégico do órgão na produção de dados essenciais para políticas públicas e planejamento nacional. O sindicato conclama o apoio da sociedade para preservar a integridade e a independência do IBGE como patrimônio público.

31

Ex-presidente Wasmália Bivar critica crise e criação da fundação IBGE+

A ex-presidente do IBGE, Wasmália Bivar, manifestou preocupação com a crise no órgão, intensificada após a saída de dois diretores. Segundo ela, o descontentamento entre os servidores está relacionado à criação da fundação IBGE+, proposta pela gestão de Marcio Pochmann. O estatuto da nova fundação, que permite a realização de trabalhos para organizações públicas e privadas, enfrenta críticas da entidade sindical Assibge, que vê riscos de descaracterização do órgão e apelidou a iniciativa de 'IBGE paralelo'.

32

ASSIBGE responde aos ataques da gestão do IBGE

O IBGE enfrenta uma crise interna grave devido à criação da fundação privada IBGE+, implementada sem consulta ao corpo técnico da instituição. A ASSIBGE – Sindicato Nacional alerta que a fundação ameaça a autonomia técnica do órgão e a credibilidade de seus dados, fundamentais ao Estado brasileiro. As recentes exonerações e insatisfações internas refletem um descontentamento amplo, não restrito ao sindicato. O sindicato critica a presidência do IBGE por não buscar recursos junto ao Executivo e Parlamento e por acusar opositores de mentiras, banalizando o combate à desinformação. A ASSIBGE reafirma a defesa da imparcialidade técnica do IBGE e rejeita o IBGE+, defendendo diálogo democrático para resolver a crise.

33

Auditoria Cidadã da Dívida reforça a importância de preservar a autonomia e a capacidade técnica do IBGE

A Auditoria Cidadã da Dívida também critica a fundação, alertando para riscos de interferências externas, enfatizando a necessidade de preservar a independência e a competência técnica do IBGE.

34

Coordenadores, Gerentes e servidores ativos e aposentados assinam carta em defesa do IBGE

Os servidores do IBGE, com uma trajetória de quase 90 anos de dedicação e qualidade nos serviços prestados à sociedade, vêm a público manifestar apoio e solidariedade aos diretores que solicitaram exoneração devido a discordâncias com as práticas autoritárias e desrespeitosas da atual gestão do presidente Marcio Pochmann. Reafirmam o compromisso com a produção de dados estatísticos e geocientíficos confiáveis, seguindo padrões internacionais, e denunciam a criação da Fundação IBGE+ como uma ameaça à autonomia e credibilidade da instituição, por ter sido imposta sem diálogo com o corpo técnico. Além disso, repudiam os ataques direcionados aos servidores e ao sindicato, que têm lutado pela integridade do IBGE. Diante da grave crise que assola a instituição, os servidores do IBGE foram convocados a se unir em defesa do IBGE e a assinar esta carta de apoio, pedindo a imediata paralisação da Fundação IBGE+ e a abertura de debates democráticos sobre o futuro da instituição. CARTA DOS GERENTES E COORDENADORES

35

CNSP envia carta ao Congresso pedindo a suspensão da Fundação IBGE+

A CNSP (Confederação Nacional dos Servidores Públicos) enviou uma carta ao Congresso Nacional pedindo a suspensão da Fundação IBGE+, alegando que foi criada sem autorização legislativa e atua paralelamente ao IBGE, ameaçando sua credibilidade e autonomia. A entidade critica a ausência de supervisão ministerial, confusão de competências, risco à reputação do IBGE, desvio do teto de gastos e fragmentação de funções estratégicas da União. Além disso, denuncia práticas autoritárias da gestão de Marcio Pochmann, incluindo falta de diálogo com servidores, mudanças estruturais unilaterais e possíveis violações de direitos trabalhistas.

36

Direção do IBGE dá 15 dias para ASSIBGE a mudar de nome

A direção do IBGE enviou uma notificação extrajudicial à ASSIBGE, contestando o uso da sigla “IBGE” no nome da organização sindical. O argumento apresentado é que, diferentemente da fundação de direito privado IBGE+, cujo nome foi considerado lícito, a ASSIBGE não poderia usar a sigla. Tal medida foi interpretada como retaliatória e antissindical, somando-se a outras ações recentes contra o sindicato, como a criminalização de greves e ameaças de cobrança de aluguéis retroativos. O sindicato, que usa a sigla desde 1947 em organizações associativas, promete contestar legalmente a medida, ressaltando que a prática é comum no funcionalismo público e defendendo sua história de lutas e conquistas.

37

Diretores da DGC entregam o cargo

O IBGE anunciou hoje os substitutos para os cargos de diretora e diretora-adjunta de Geociências, ocupados anteriormente por Ivone Lopes Batista e Patrícia Amorim Vida Costa, que haviam entregue seus cargos em dezembro. Maria do Carmo Dias Bueno e Gustavo de Carvalho Cayres da Silva, ambos servidores de carreira, assumem as funções em meio a uma crise interna que envolve o presidente do instituto, Marcio Pochmann, acusado de gestão autoritária. As dificuldades para encontrar substitutos refletem o desgaste na relação entre a presidência e os técnicos, agravando as tensões dentro do órgão responsável por pesquisas socioeconômicas no Brasil. Ivone e Patrícia comunicaram aos colegas que decidiram deixar seus cargos no IBGE devido a divergências com a atual gestão em relação a medidas administrativas e sua condução, apesar de terem permanecido nos postos a pedido de Pochmann até que fossem encontrados substitutos, o que ocorreu mais de um mês depois. No comunicado, lamentaram a decisão, mas reafirmaram o compromisso de contribuir para os projetos essenciais do IBGE como órgão oficial de estatísticas e geografia do Brasil.

38

Senadora prepara decreto legislativo para reverter a criação da Fundação IBGE+

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) prepara um projeto de decreto legislativo para reverter a criação da Fundação IBGE+, uma organização privada ligada ao IBGE, estabelecida em 2024 para realizar projetos e pesquisas para empresas privadas. A senadora argumenta que a fundação foi criada sem autorização legislativa, comprometendo a autonomia do Congresso e a credibilidade técnico-científica do IBGE. Servidores e especialistas também alertam para os riscos dessa iniciativa, que fragmentaria os serviços oficiais do instituto. O projeto ainda não foi formalmente protocolado, mas visa corrigir o que é considerado uma violação ao ordenamento jurídico brasileiro.

39

Diretor-executivo e membro do Conselho Curador do IBGE+ pedem exoneração

Marco Cicero Noce de Paulo Maciel pediu exoneração do cargo de diretor-executivo da recém-criada Fundação IBGE+, que enfrenta críticas internas no IBGE por permitir captação de recursos privados e por sua estruturação sem consulta ao corpo técnico, sendo chamada por críticos de 'IBGE paralelo'. Para o cargo, foi nomeado Licio da Costa Raimundo, economista com formação pela USP e Unicamp, mesma instituição onde o presidente do IBGE, Marcio Pochmann, construiu sua carreira acadêmica. A fundação enfrenta oposição dos técnicos do IBGE, que pedem a suspensão de suas atividades, enquanto mudanças nos quadros diretivos continuam ocorrendo, com novas nomeações e exonerações, refletindo tensões internas na gestão. O servidor aposentado Antonio Tadeu Ribeiro de Oliveira também solicitou exoneração da função de membro do conselho curador da fundação.

40

Desembargador do Trabalho critíca atitude da gestão do IBGE

A decisão da direção do IBGE de exigir que o sindicato dos servidores altere seu nome, é interpretado pelo desembargador como uma violência jurídica e um ataque à organização sindical da classe trabalhadora. A justificativa para a mudança, baseada em um parecer jurídico que questiona a correspondência do nome do sindicato com seus objetivos estatutários, é criticada como absurda e tardia, já que a sigla IBGE é utilizada por associações de servidores desde 1947. O desembargador aponta que essa medida reflete autoritarismo e um retrocesso democrático, alertando para a gravidade desse tipo de interferência no direito de organização sindical.

41

Ex-presidente do IBGE diz que governo precisa intervir para resolver a crise

A crise no IBGE se intensificou com a renúncia de quatro diretores, evidenciando conflitos internos e críticas à gestão de Marcio Pochmann, indicado por Lula, e à criação da Fundação IBGE+. Segundo Roberto Olinto, ex-presidente do instituto, a postura centralizadora e autoritária da gestão atual tem gerado tensões com o corpo técnico, ameaçando a credibilidade do órgão, essencial para produzir estatísticas oficiais de forma independente. Ele defende que o governo reconheça a gravidade da situação e tome medidas, incluindo possível troca de gestão, para restaurar o diálogo, respeitar protocolos e resolver questões estruturais, como financiamento e falta de pessoal, sem comprometer a autonomia do IBGE.

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Ex-presidente do IBGE chama IBGE+ de solução inadequada

Em entrevista a CNN, Paulo Rabelo de Castro, ex-presidente do IBGE, critica a falta de atenção do governo, especialmente do Ministério do Planejamento e da Presidência, à importância das estatísticas e geoinformações para o país. Ele denuncia a criação de um 'IBGE paralelo' como uma solução inadequada e ressalta a necessidade de investimentos no instituto, que sofre com falta de recursos e atrasos em censos fundamentais, como o agrícola e o demográfico. A crise evidencia a desvalorização da ciência e dos dados técnicos no Brasil, comprometendo a produção de informações cruciais para políticas públicas e privadas.

43

Sindicado mostra que apuração reforça desconfiança em relação a fundação IBGE+

A presidência do IBGE anunciou uma apuração sobre possíveis irregularidades envolvendo a entidade privada Science, que estaria utilizando a estrutura da Escola Nacional de Ciências Estatísticas. Servidores criticaram a linguagem do comunicado, alegando que ele busca desinformar e associar as investigações a protestos contra a gestão de Márcio Pochmann, que incluem mobilizações contra a criação da Fundação IBGE+. A ASSIBGE, que sempre combateu conflitos de interesse, apoia a apuração, mas alerta que a Fundação IBGE+ pode reproduzir problemas já observados na Science. O sindicato reforça a necessidade de mobilização dos servidores em defesa da autonomia técnica e democratização do IBGE.

44

Servidores da Ence fazem carta contra comunicados da presidência do instituto

Funcionários da ENCE assinaram uma carta rejeitando acusações da presidência sobre repasses ilegais a entidades privadas e denunciando ataques à integridade profissional de servidores e ao sindicato. Eles também alertaram para os riscos da criação da Fundação IBGE+ e pediram diálogo para superar a crise.

45

Servidores fazem alerta sobre propaganda política em publicação do IBGE

Servidores do IBGE criticaram a inclusão de um prefácio assinado pelo governo de Pernambuco na 32ª edição do periódico Brasil em Números 2024, alegando que o texto tem caráter político e pode configurar propaganda eleitoral da governadora Raquel Lyra. Técnicos do órgão afirmam que alertaram a direção do IBGE, presidida por Marcio Pochmann, sobre a inadequação do conteúdo desde novembro, mas foram ignorados. A publicação, que enaltece ações da gestão estadual, foi mantida apesar das recomendações contrárias, o que, segundo os servidores, compromete a neutralidade técnica e a credibilidade da instituição, além de ferir o princípio da impessoalidade na administração pública.

46

Servidores e sindicato fazem manifestação contra o IBGE+

A crise no IBGE se intensificou com protestos organizados pelo sindicato da entidade (ASSIBGE) contra a criação da fundação IBGE+ e a gestão do presidente Márcio Pochmann, acusado de adotar medidas autoritárias. Os servidores temem que a fundação comprometa a autonomia e a qualidade dos dados do órgão, além de representar uma forma de privatização. A insatisfação levou à entrega de cargos por diretores e à assinatura de uma carta aberta com críticas à administração atual. Enquanto Pochmann nega perseguição aos servidores e justifica investigações em curso, ele segue em viagens pelo país para divulgar o plano de trabalho de 2025, agravando a percepção de falta de diálogo com os funcionários.

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Governo decide suspender temporáriamente o IBGE+

O Ministério do Planejamento e o IBGE anunciaram a suspensão temporária da fundação privada IBGE+, que visava ampliar fontes de recursos para o instituto. A decisão foi tomada em comum acordo, e alternativas estão sendo analisadas, podendo demandar mudanças legislativas e diálogo com o Congresso. O IBGE, reconhecido como Instituição de Ciência e Tecnologia (ICT), desenvolverá sua Política de Inovação conforme a Lei de Inovação. Além disso, receberá apoio do Planejamento para o Censo Agropecuário de 2025. A crise interna no IBGE, agravada pela criação da fundação, gerou protestos do sindicato e preocupações sobre a credibilidade das estatísticas.

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Servidores da comunicação do IBGE publicam carta aberta com críticas a gestão Marcio Pochmann

A decisão de suspender a criação do IBGE+ não acalmou a insatisfação entre os servidores do IBGE e a gestão de Marcio Pochmann. Após uma primeira carta aberta assinada por 289 chefes, um novo documento, com mais de 200 assinaturas, foi divulgado por setores da comunicação do Instituto. A carta critica a atuação dos assessores nomeados por Pochmann, acusando-os de promover uma comunicação personalista, priorizando a imagem do presidente em detrimento da divulgação dos dados relevantes do IBGE. A crítica central é de que a cobertura do Instituto tem sido dominada por notícias sobre Pochmann, ofuscando informações essenciais sobre economia e o Censo 2022.

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Senador protocola pedido de convocação do presidente do IBGE

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) protocolou um requerimento na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado para convidar o presidente do IBGE, Márcio Pochmann, a prestar esclarecimentos sobre a crise institucional no órgão, agravada pela criação da Fundação IBGE+. A iniciativa gerou forte resistência entre servidores e resultou na demissão de diretores, além de acusações de falta de diálogo e riscos à integridade dos dados. Diante da controvérsia, o IBGE e o Ministério do Planejamento suspenderam temporariamente a fundação para avaliar alternativas. O senador destaca a importância do IBGE para o país e busca entender os impactos da medida na governança e na produção de estatísticas nacionais.

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Segundo colunista, o Presidente do IBGE ignorou pareceres técnicos e jurídico contra o IBGE+

O presidente do IBGE, Marcio Pochmann, ignorou pareceres técnicos e jurídicos que alertavam sobre a ilegalidade da criação da fundação IBGE+ sem uma lei específica do presidente Lula. Apesar dos avisos da Procuradoria Federal junto ao instituto e de auditores do TCU, que classificaram a fundação como um “alto risco” para o IBGE, Pochmann seguiu adiante com o projeto, que foi suspenso pelo governo. O caso avançou para o plenário do TCU, e parlamentares da oposição já apresentaram representações contra o presidente do IBGE, questionando sua gestão e solicitando investigações. Além de desconsiderar pareceres contrários, Pochmann omitiu documentos importantes e se baseou em argumentos jurídicos frágeis para justificar a fundação. O episódio pode resultar em uma investigação do TCU para apurar possíveis danos financeiros ao instituto.

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Sindicato solicita ao congresso aprovação da PEC 27/2021

A ASSIBGE enviou uma carta aos congressistas solicitando a aprovação da PEC 27/2021 e outras medidas para fortalecer o IBGE, que enfrenta uma crise institucional. A PEC, de autoria da Senadora Leila Barros, já aprovada na CCJ, busca garantir autonomia ao IBGE, IPEA, INEP, CAPES e CNPq, assegurando-lhes independência técnica, administrativa e financeira. O sindicato pede apoio dos parlamentares e se dispõe a colaborar na criação de novas iniciativas legislativas que reforcem a instituição. Ao mesmo tempo, repudia qualquer tentativa de descredibilizar o trabalho dos servidores e defende que o IBGE pode sair fortalecido da crise.

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Reunião do sindicato com a direção

A primeira reunião de 2025 entre a Executiva Nacional da ASSIBGE-SN e a direção do IBGE ocorreu em 4 de fevereiro, após adiamento para possibilitar a participação presencial do presidente Marcio Pochmann. Foram discutidos diversos temas, incluindo a manutenção do nome e do espaço da ASSIBGE, a suspensão da Fundação IBGE+, a proposta de alteração do estatuto do IBGE, a realização de um congresso institucional, pautas não remuneratórias dos trabalhadores temporários, teletrabalho, a transferência de trabalhadores para o prédio do Serpro, a compensação da greve e a definição de uma agenda de reuniões.

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Acordo do IBGE com o SERPRO prevê venda de dados

Servidores do IBGE denunciam que um acordo de cooperação técnica firmado com o Serpro pode permitir a comercialização de dados estatísticos e expor informações pessoais e empresariais, comprometendo a credibilidade do instituto. O documento, assinado em abril de 2024, menciona 'dados pessoais' 36 vezes, mas não detalha como evitar vazamentos, embora exija conformidade com a LGPD. Os funcionários criticam a falta de consulta à área técnica e alertam para o risco de exploração comercial dos dados, intensificando a crise entre a equipe do IBGE e o presidente do órgão, Marcio Pochmann.

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Senadora quer barrar criação da Fundação IBGE+ e quer garantir autonomia ao IBGE

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) estuda apresentar um projeto de lei complementar para reformular o IBGE, garantindo sua autonomia semelhante à do Banco Central e proibindo financiamento externo ou a criação de uma fundação própria. A iniciativa surge em meio à polêmica sobre a Fundação IBGE+, suspensa temporariamente pelo governo após críticas de servidores e parlamentares, que temem interferências na independência técnica do órgão. Além disso, a senadora já propôs um decreto legislativo para anular a criação da fundação, alegando que sua instituição sem aprovação do Congresso fere princípios legais e compromete a credibilidade do IBGE.

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Pochmann se prepara para caça às bruxas no IBGE

O presidente do IBGE, Marcio Pochmann, solicitou ao Ministério do Planejamento a criação de um grupo de trabalho para aprimorar a gestão de riscos e compliance na instituição, incluindo a alocação temporária de cinco servidores especializados. No entanto, o pedido gerou estranhamento, pois o IBGE já possui uma Comissão de Ética e uma Corregedoria responsáveis por essas funções. A iniciativa sugere desconfiança de Pochmann em relação aos órgãos internos e levanta suspeitas de uma possível tentativa de punir subordinados que se opõem à sua gestão.

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Ataques à Categoria e Omissões

Vivendo em uma realidade paralela e oportunista, Pochmann credita o aumento de sindicalizados à sua gestão. Mas esquece que os servidores estão em luta e se mobilizando, exatamente contra os desmandos de sua gestão e que ele próprio ataca, não só aos servidores como ao próprio sindicato.

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Servidores dizem que ACT com Serpro ameaça à integridade de dados do IBGE

Após a suspensão da Fundação IBGE+ devido a críticas internas, o IBGE enfrenta nova crise focada em um acordo de cooperação técnica (ACT) com o Serpro, que tem gerado preocupações entre os servidores. Em carta recente, funcionários do núcleo do instituto na avenida Chile, no Rio de Janeiro, questionam a integridade, autonomia e sigilo dos dados estatísticos nacionais, temendo que o Serpro possa acessar e integrar microdados do IBGE com outras bases governamentais, o que poderia comprometer a confidencialidade das informações e abrir espaço para manipulação política. A transferência de trabalhadores para um prédio do Serpro no Horto também foi criticada por supostas dificuldades de acesso e riscos de exploração comercial dos dados públicos. O Serpro, em nota, reforçou seu compromisso com a segurança da informação e a conformidade com a LGPD. Especialistas, como a economista Wasmália Bivar, consideram legítimas as preocupações dos servidores, destacando a ausência de um plano de trabalho detalhado, mesmo após seis meses da assinatura do acordo.

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Servidores do IBGE acusam presidente de retaliação e assédio moral

Servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) acusaram o presidente da instituição, Marcio Pochmann, de retaliação e assédio moral devido a críticas feitas à sua gestão. Em uma carta assinada por 11 técnicos, eles relatam que foram transferidos de um prédio na zona norte do Rio de Janeiro para uma localidade considerada mais perigosa, em Parada de Lucas, após se manifestarem contra decisões da presidência, como a inclusão de um prefácio político em uma publicação oficial do IBGE e a criação de uma fundação privada, que geraram polêmica. Os servidores afirmam que a mudança é injustificada e que visa punir os trabalhadores por sua postura crítica. O sindicato dos servidores do IBGE está acompanhando o caso, considerando as denúncias plausíveis.

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Núcleo Chile do ASSIBGE lança Manifesto pela Integridade Técnica do IBGE

O manifesto do Núcleo Sindical Chile da ASSIBGE/SN repudia a divulgação de um mapa-múndi invertido pelo IBGE, criticando o uso simbólico e político de um órgão técnico do Estado. O texto denuncia que a atual gestão do Instituto tem desviado de sua missão institucional ao promover ações que priorizam imagem e vaidade em detrimento da objetividade, impessoalidade e moralidade exigidas pela Constituição. A publicação de documentos oficiais com viés promocional e intervenções gráficas sem respaldo técnico são apontadas como sintomas de uma crise de integridade. O manifesto conclama o retorno ao rigor científico e à responsabilidade pública, reafirmando que o IBGE deve servir à verdade e à sociedade, e não a interesses políticos.

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IBGE tem inédita maioria externa no conselho diretor

A crise interna no IBGE se intensificou após a nomeação de uma maioria de membros externos no Conselho Diretor, fato inédito na história recente do instituto. Em comunicado, o sindicato nacional dos servidores (Assibge-SN) criticou duramente a gestão do presidente Marcio Pochmann, apontando atitudes autoritárias, antissindicais e uso do órgão para promoção pessoal. A resolução, aprovada por unanimidade durante o congresso da entidade, também rejeita a criação da fundação privada “IBGE+” e denuncia uma crise institucional profunda e sem precedentes. A saída inesperada do diretor da Escola Nacional de Ciências Estatísticas e sua substituição por um nome externo agravaram ainda mais o descontentamento.

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Coordenador da COAGRO é exonerado sem maiores explicações

O Núcleo Chile do IBGE manifestou indignação com a exoneração, sem justificativa técnica, de Octávio Costa de Oliveira, coordenador das Estatísticas Agropecuárias, ocorrida às vésperas do Censo Agropecuário. A decisão é vista como um desrespeito à valorização do servidor público e um risco à qualidade e continuidade das estatísticas nacionais, essenciais para políticas públicas. O núcleo reafirma que o IBGE é um órgão de Estado e repudia decisões arbitrárias que comprometem sua missão institucional.

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Sindicato e Ex-presidente do IBGE expressam preocupação com novo programa voltado à produção de “predições” para subsidiar políticas públicas

A ASSIBGE expressa preocupação com o novo programa anunciado pela direção do IBGE, voltado à produção de “predições” para subsidiar políticas públicas, por considerá-lo vago, sem debate interno, e alheio às atribuições do Instituto. Embora a integração de registros administrativos seja positiva e prevista em lei, o programa extrapola essa função ao propor o uso de mineração de dados e previsões generalizadas, o que ameaça a credibilidade do órgão. O IBGE já realiza projeções técnicas em áreas específicas com base em métodos consolidados, mas produzir “predições” subjetivas seria incompatível com os princípios das estatísticas oficiais. A entidade alerta ainda para os riscos de adoção apressada de tecnologias não consolidadas e vê nesse movimento uma tentativa de compensar a asfixia orçamentária por meio de projetos de viés privatizante, defendendo, em vez disso, financiamento adequado, concursos e valorização do corpo técnico.

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Presidência do IBGE propõe estatuto com falhas e sem consulta interna

No dia 3 de setembro, a direção do IBGE apresentou aos servidores, de forma unilateral e sem espaço para diálogo, uma proposta de novo Estatuto do órgão, posteriormente disponibilizada na Intranet. A minuta, elaborada por consultor externo e sem avaliação da área técnica responsável, concentra poderes no presidente do IBGE ao retirar do Estatuto a definição das diretorias, permitindo mudanças por ato interno e sem escrutínio público. Além disso, ignora propostas de democratização e fortalecimento da autonomia técnica já encaminhadas pelos servidores, criando apenas um assento simbólico para as Superintendências Estaduais, cuja escolha permanece sob controle da presidência. Diante desse cenário, a ASSIBGE-SN convocará assembleias de base para analisar coletivamente os pontos críticos do documento e definir a posição do sindicato.

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AGU considera ilegal criação do IBGE paralelo

A Advocacia-Geral da União (AGU) considerou ilegal a criação da fundação pública de direito privado IBGE+, idealizada pelo presidente do IBGE, Márcio Pochmann, por falta de lei específica que autorize sua estruturação, como exige a Constituição. Segundo pareceres internos, a Lei de Inovação Tecnológica não pode servir como base legal para a criação da entidade, tornando nulos os atos que instituíram a fundação. A AGU recomendou que, caso o governo queira manter o projeto, deve seguir o processo legislativo adequado, com envio de projeto de lei, justificativa técnica e orçamentária, definição do regime jurídico e das fontes de custeio.

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Servidores do IBGE Repudiam Exonerações na Comunicação

Servidores do IBGE divulgaram uma nota de repúdio após a gestão de Marcio Pochmann exonerar quatro gerentes experientes da área de comunicação social e substituí-los por concursados recém-ingressos, ainda em estágio probatório. Os trabalhadores afirmam que as mudanças representam retaliação a denúncias feitas anteriormente, fragilizam a independência técnica e podem desarticular a comunicação do instituto, responsável por importantes divulgações de dados socioeconômicos. A substituição, divulgada pela presidência na intranet, se soma a outros conflitos recentes entre gestão e corpo técnico, incluindo protestos e documentos de rejeição ao novo estatuto proposto, que, segundo servidores, concentra poder na direção e reduz a participação interna.

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Coordenadora das Contas Nacionais é retirada do cargo

A principal especialista em Contas Nacionais do IBGE, foi retirada do cargo de coordenadora de Contas Nacionais em um momento crítico de construção da nova base das contas nacionais. A atual gestão, marcada por conflitos com os servidores, enfrenta forte resistência interna, resultando na substituição de vários coordenadores, o que gera preocupação quanto aos impactos sobre a atualização de dados essenciais que sustentam indicadores como PIB, investimento, poupança e déficits públicos.

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Novas baixas atingem a área de Contas Nacionais

O IBGE vive um período de forte instabilidade interna após a saída da Coordenadora de Contas Nacionais, considerada a principal especialista da área, justamente no momento crítico de construção da nova base de indicadores. Em solidariedade, a gerente de Bens e Serviços e seu substituto no cargo, também deixou as funções, assim como os responsáveis pelo PIB Trimestral. Entre os servidores, cresce a expectativa de novas exonerações, vistas como represália às críticas feitas à atual gestão, liderada por Márcio Pochmann, especialmente após a oposição pública e inédita dos coordenadores à criação da Fundação IBGE+, proposta que tem ampliado os conflitos entre a presidência e o corpo técnico do instituto.

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Servidora que denunciou uso de publicação do IBGE como propaganda política é exonerada

A crise no IBGE teve mais um desdobramento com a exoneração da gerente de Sistematização de Conteúdos Informacionais (Gecoi), decidida em reunião realizada nesta terça-feira na Canabarro. Servidora com mais de 40 anos de carreira, Ana Raquel é uma das signatárias de carta pública que critica a presidência do instituto, especialmente pelo uso do periódico Brasil em Números 2024, considerado em desacordo com boas práticas institucionais e com viés de propaganda política, após trazer artigo da governadora de Pernambuco. A exoneração foi comunicada pelo coordenador do CDDI e assessor do presidente Marcio Pochmann. O episódio ocorre em meio a uma sequência de desligamentos no instituto, como o da ex-coordenadora de Contas Nacionais, Rebeca Palis. A servidora será substituída por um servidor recém-chegado, e o setor de publicações do IBGE será transferido para a unidade de Parada de Lucas.

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Sindicato se reune com a Assessoria da Secretaria-Geral da Presidência da República

A ASSIBGE-SN reuniu-se com a Assessoria da Secretaria-Geral da Presidência da República para apresentar um balanço crítico da atual conjuntura do IBGE, marcada por sucessivas crises de gestão, exonerações, conflitos com o corpo técnico e ações consideradas antissindicais. O sindicato alertou para os impactos dessas instabilidades na credibilidade e na autonomia dos dados oficiais, citando episódios como a tentativa de criação da Fundação IBGE+, mudanças estruturais sem amplo debate, problemas na área de comunicação, questionamentos na governança institucional e a exoneração de dirigentes estratégicos às vésperas de divulgações relevantes, como o PIB. Também foram apontadas frustrações com expectativas de fortalecimento do órgão no atual governo, diante de orçamento insuficiente, precarização do trabalho e ausência de avanços na democratização interna. A assessoria do ministro Guilherme Boulos recebeu a documentação, sinalizou a análise de pontos emergenciais e solicitou novos subsídios, enquanto a ASSIBGE-SN reafirmou a defesa de um IBGE público, forte, democrático e comprometido com a produção de informações oficiais de qualidade.

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Presidente do IBGE é chamado ao planalto para prestar esclarecimentos

O presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Márcio Pochmann, foi chamado para reunião na Casa Civil, no Palácio do Planalto, em meio ao agravamento da crise entre servidores e a direção do órgão, marcada por críticas do ASSIBGE sobre a sua postura autoritária, carências operacionais e retaliações a críticos da gestão. O episódio ocorre às vésperas da divulgação do Produto Interno Bruto de 2025 e após reuniões de servidores com a Secretaria-Geral da Presidência. A crise ganhou força com a exoneração de servidora da comunicação, após denúncia de uso político de material oficial, e com a saída da principal responsável técnica pelo cálculo do PIB. O sindicato afirma que já houve ao menos 15 exonerações desde 2023 e defende um projeto de lei para alterar o processo de escolha da presidência do IBGE, prevendo lista tríplice e sabatina no Congresso, a exemplo do modelo adotado em universidades federais e na Fundação Oswaldo Cruz.

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TCU aponta que há irregularidades praticadas na criação da Fundação IBGE+

O Tribunal de Contas da União (TCU) apontou irregularidades na criação da Fundação IBGE+, incluindo possível violação à competência do chefe do Poder Executivo para instituir órgãos e entidades na Administração Pública Federal. O relator, ministro Bruno Dantas, destacou que o posicionamento contrário à iniciativa partiu da própria Advocacia-Geral da União (AGU), que emitiu parecer considerado “radicalmente” desfavorável. O TCU decidiu dar ciência ao Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), entendimento que exige providências e vai além de um simples alerta. Também foi mencionado que a fundação se autodenominou como Fundação de Apoio sem atender aos critérios legais previstos.

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A MANDO DO TCU, reunião do conselho diretor definirá o fim da fundação privada IBGE+

A extinção da Fundação IBGE+ deve ser formalizada na próxima segunda-feira (23), em reunião conjunta dos conselhos diretor do IBGE e curador da fundação, em cumprimento a decisão recente do Tribunal de Contas da União (TCU) que considerou irregular sua criação. O encontro também deverá deliberar sobre a liquidação da entidade, incluindo a nomeação de liquidante, cancelamento de registros e avaliação dos impactos na política de inovação do instituto. Em nota, o IBGE afirmou que buscará alternativas para modernizar suas estruturas e manter iniciativas de inovação tecnológica dentro dos marcos legais. O encerramento da fundação marca o desfecho de uma crise interna e de disputas jurídicas que se arrastam desde a suspensão do projeto, em janeiro de 2025, após críticas do corpo técnico e análises de órgãos de controle.

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Abaixo-assinado pede autonomia do IBGE e nova escolha para presidência

Servidores do IBGE divulgaram carta aberta acompanhada de abaixo-assinado em defesa da independência técnica do instituto e de mudanças no modelo de escolha da presidência, propondo lista tríplice eleita internamente. O documento denuncia exonerações e afastamentos de servidores de carreira, que, segundo o grupo, configurariam uma “caça às bruxas” e estariam fragilizando a memória institucional e a produção estatística. A crise com a atual gestão, liderada por Marcio Pochmann, se intensificou após novas saídas em 2026, incluindo a da coordenadora de Contas Nacionais durante a revisão da base do PIB. Os servidores afirmam que a credibilidade do IBGE é essencial para políticas públicas e segurança jurídica e citam a PEC 27/2021 como iniciativa para garantir autonomia técnica e orçamentária a instituições de Estado.

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Procurador do MPTCU pede afastamento de Pochmann do IBGE

O procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), apresentou representação pedindo o afastamento cautelar do presidente do IBGE, Márcio Pochmann, apontando possíveis irregularidades na gestão do instituto. Entre as questões citadas estão exonerações de servidores de carreira em áreas técnicas estratégicas, a nomeação de funcionários recém-ingressos para cargos de alta complexidade, conflitos com o corpo técnico e a tentativa de criação da Fundação IBGE+ sem lei autorizadora. O documento também menciona riscos à continuidade de pesquisas importantes e alerta para possíveis impactos na credibilidade de indicadores como o PIB, especialmente em período eleitoral. A representação destaca ainda mudanças na área de Contas Nacionais.

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Deputado pede afastamento de Pochmann do IBGE por suposto conflito de interesses

O deputado estadual Leonardo Siqueira acionou a Justiça Federal do Rio de Janeiro com uma ação popular pedindo o afastamento de Márcio Pochmann da presidência do IBGE por suposto conflito de interesses. A ação questiona a atuação simultânea de Pochmann no comando do instituto e no Conselho de Administração da Biomm, empresa do setor farmacêutico com relações comerciais e regulatórias com o governo federal. O documento também cita a crise institucional no IBGE, com manifestações de servidores e questionamentos sobre interferência política. Entre os pedidos estão investigação pela Comissão de Ética Pública da Presidência, suspensão de atos ligados ao setor farmacêutico e anulação de decisões tomadas durante o período de acúmulo dos cargos.

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Exonerações no IBGE alcançam a coordenação da PNAD

O IBGE exonerou nesta segunda-feira a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios (Copad), responsável pela Pnad Contínua, e a coordenadora de População e Indicadores Sociais (Copis). As duas servidoras atuavam no instituto desde 2002. As exonerações atingem áreas responsáveis por importantes indicadores socioeconômicos, incluindo mercado de trabalho, pobreza, desigualdades, demografia e pesquisas nacionais de saúde e gestão pública. Segundo relatos, as decisões teriam sido comunicadas por telefone. As mudanças ocorrem em meio a um ambiente de tensão entre servidores e a gestão do presidente Márcio Pochmann, após manifestações internas críticas a recentes alterações promovidas no instituto.

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Pochmann aperta regras do teletrabalho e endurece recado

A decisão do IBGE de impedir que servidores ingressantes pelo CPNU acessem o Programa de Gestão e Desempenho (PGD) e o teletrabalho após o primeiro ano presencial gerou nova crise interna. A medida motivou reação do sindicato, que questiona sua legalidade e anunciou ações para obter os fundamentos da decisão e mobilizar a categoria. Em seguida, a direção do órgão divulgou comunicado reforçando a cadeia hierárquica e orientando que contatos com outras diretorias sejam feitos apenas pelos canais formais, medida interpretada por parte dos servidores como um endurecimento da gestão diante das críticas.

78

Servidores debatem ampliação do estado de greve

O Assibge-SN realizou uma reunião nacional para discutir a ampliação do estado de greve em resposta à decisão do IBGE de suspender, por 60 dias, a adesão de novos servidores aprovados no CNU ao trabalho híbrido, enquanto elabora uma proposta de padronização do regime de trabalho. O sindicato critica a medida por considerar que cria tratamento desigual entre servidores e aponta falta de diálogo e transparência da gestão. Em nota, o IBGE afirma que a suspensão é temporária e necessária para integrar os novos servidores e uniformizar os regimes de trabalho em todo o país. Além da questão do PGD, os servidores também reivindicam mudanças em temas relacionados às condições de trabalho, carreira e gestão de pessoal.

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Sindicato denuncia gestão no IBGE

A ASSIBGE-SN encaminhou ao Ministério da Gestão e à Casa Civil uma denúncia contra a Diretoria de Geociências do IBGE, alegando práticas de assédio institucional, centralização da comunicação e restrições ao diálogo entre servidores. O sindicato afirma que as medidas comprometem a colaboração técnica, criam um ambiente de intimidação e contrariam as diretrizes do Programa de Enfrentamento ao Assédio Moral e Sexual na Administração Pública Federal. Entre as reivindicações estão a revogação das diretrizes de comunicação, a mediação do conflito por meio da Mesa Setorial de Negociação e a apuração formal da conduta da diretoria.

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Quando o discurso abandona o trabalhador

A publicação de Márcio Pochmann sobre o home office gerou críticas de setores ligados aos servidores e ao movimento sindical, que enxergam no discurso uma aproximação com argumentos tradicionalmente defendidos pelo setor empresarial. Para esses críticos, ao destacar o retorno ao trabalho presencial e citar grandes corporações como referência, Pochmann se afasta das pautas históricas da esquerda em defesa da classe trabalhadora, reforçando uma narrativa de desconfiança sobre o teletrabalho e priorizando interesses da gestão em detrimento dos direitos e da qualidade de vida dos trabalhadores.

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GREVE na Bahia amplia mobilização dos trabalhadores do IBGE

O Núcleo Sindical da ASSIBGE-SN na Bahia iniciou, nesta segunda-feira (10), greve por tempo indeterminado, envolvendo 38 agências/setores do IBGE e 82 servidores efetivos. A mobilização é resultado do acúmulo de insatisfações com medidas como a suspensão do ingresso de novos servidores no PGD, mudanças nas regras de progressão, restrições à Indenização de Campo, precarização do trabalho temporário, sucateamento das unidades e práticas antissindicais. Segundo a entidade, a falta de respostas concretas da Direção do IBGE, apesar das tentativas de diálogo, levou à ampliação da mobilização. A ASSIBGE-SN defende a intensificação da luta e a unidade nacional dos servidores em defesa de seus direitos e de um IBGE público, forte e democrático.

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GREVE em núcleos do RJ amplia mobilização dos trabalhadores do IBGE

Servidores do IBGE entraram em greve em unidades do Rio de Janeiro e da Bahia, em meio a conflitos com a gestão de Marcio Pochmann. Organizado pela ASSIBGE, o movimento contesta mudanças nas regras de trabalho de servidores recém-ingressos pelo CNU, alterações na carreira e na indenização de campo, além de problemas de infraestrutura e questionamentos sobre um contrato de R$ 80 milhões com o Serpro. O sindicato também critica a redução dos espaços de participação dos servidores e afirma ter levado parte das questões ao TCU.

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ASSIBGE leva ao MGI representação sobre contrato entre IBGE e Serpro

A ASSIBGE questiona a condução de projeto de arquitetura em nuvem envolvendo IBGE e Serpro, apontando que, já na primeira reunião, representantes da AWS participaram com soluções previamente desenvolvidas, enquanto técnicos do IBGE afirmaram desconhecer a demanda e foram repreendidos ao questionarem sua origem. A entidade sustenta que decisões sobre infraestrutura e dados protegidos devem ser baseadas em requisitos, análise de riscos e validação técnica, e alerta que a condição de instituições públicas não garante, por si só, soberania ou proteção do sigilo estatístico. Diante disso, a ASSIBGE solicitou ao MGI auditoria do planejamento, riscos, gestão e execução do projeto, além de documentos técnicos, esclarecimentos sobre a participação da AWS e garantias de que dados protegidos não sejam processados sem controles adequados.

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MGI e Secretaria Nacional de Diálogos Sociais da Presidência da República recebem ASSIBGE

A ASSIBGE-SN participou, em 3 de setembro, de reuniões com representantes do MGI e da Secretaria Nacional de Diálogos Sociais da Presidência da República para apresentar as reivindicações dos trabalhadores do IBGE e solicitar mediação na abertura de negociações com a direção do Instituto. O sindicato destacou a ausência de resposta ao Ofício nº 53 e a situação dos trabalhadores em greve na Bahia, incluindo a ameaça de corte de ponto. O Governo sinalizou a possibilidade de diálogo com a direção do IBGE e de abertura de mesa setorial, mas indicou que isso poderia ocorrer após o período eleitoral. A ASSIBGE-SN defendeu que o defeso não impede a negociação e reforçou a urgência de uma solução. Uma nova reunião virtual foi agendada para 11 de setembro.

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Pochmann zera salário de dezenas de funcionários do IBGE após greve

Dezenas de servidores do IBGE em todo o país não receberam o salário de outubro em razão da decisão do presidente Márcio Pochmann de descontar integralmente, em parcela única, os dias de greve realizados em agosto e setembro, apesar das tentativas de negociação do sindicato e de solicitações de suspensão dos descontos feitas pelo MGI e por representantes do governo. A entidade sindical considera a medida irregular, por entender que os descontos deveriam ser precedidos de acordo entre as partes, e busca sua reversão nas esferas administrativa e judicial.

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"Como tudo o mais neste plano físico, a atual gestão do IBGE também passará – inebriada pela vaidade de parecer o que está longe de ser, pela estridência de suas ações midiáticas, e pela desmedida ânsia de protagonismo. Os seus espécimes exóticos retornarão, então, ao ecossistema do qual emergiram em busca de holofotes, enquanto o corpo técnico do IBGE continuará produzindo e divulgando informações estatísticas e geocientíficas alinhadas, como sempre, aos mais sólidos princípios e metodologias internacionais."

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